Duke Nukem Forever

21-05-2011 21:38
 

“Sou o Duke Nukem e estou chegando para pegar o resto de vocês, aliens bastardos”

Vídeo Dísponivel na galeria de vídeo.
 
Fervendo!

Parece que dessa vez é para valer e Duke Nukem Forever finalmente vai chegar aos video games. O título em “eterno” estado de desenvolvimento e deve estrear no dia 14 de junho — salvo alguma hecatombe.

Segundo o time da Gearbox Software, equipe responsável pelo jogo, a campanha de Duke Nukem Forever exigiu cerca de 90% dos esforços do estúdio, já os outros 10% foram gastos na criação dos modos multiplayer. Mas não se deixe enganar, esses 10% devem ser suficientes para entregar uma experiência digna do Duke.

O anti-herói anabólico se multiplica em quatro modalidades muito especiais, com suporte para até oito jogadores simultâneos. Na prática, os estilos são bem tradicionais, no entanto, o peculiar toque (de pouquíssima classe) da franquia se faz notar em cada detalhe, a começar pelo próprio Duke. 

Todos os jogadores assumem o controle de um Duke, que pode ser personalizado com chapéus, óculos e camisetas diferentes. Essas opções podem parecer limitadas, mas permitem combinações verdadeiramente ridículas — um tipo de humor muito apropriado para o estilo Duke de ser.

Quatro por quatro

Como já dissemos, são quatro modalidades: Dukematch, Team Dukematch, Hail to the King e Capture the Babe. Pelos nomes você já tem uma ideia do que está por vir. Em Dukematch e Team Dukematch você encontra os famosos Deathmatch e Team Deadthmatch.

Para quem não tem a mínima intimidade com modos multiplayer online, o Deathmatch é uma espécie de todos contra todos, no qual o objetivo é sobreviver o maior tempo possível enquanto tenta matar todos seus adversários. Já no Team Deathmatch, o esquema muda um pouquinho, separando todos os jogadores presentes na sala em duas equipes; no entanto, o objetivo não muda, você (e o resto da sua equipe) devem destruir o time rival. 

Img_normalEm Duke Nukem Forever, o diferencial desses modos de jogo é justamente o estilo singular da série, ou seja, armas exageradas, linguagem chula e misógina. Além disso, você também encontra algumas opções padrão, como a personalização dos parâmetros da disputa. Assim, os jogadores podem definir aspectos como a seleção de armas disponíveis no mapa, quantidade de munição, penalidades para os jogadores que foram mortos e assim por diante.

Em Hail to the King as coisas começam a ficar mais interessantes. Esse estilo de jogo assemelha-se ao esquema King of the Hill — no qual uma equipe deve conquistar e manter vários pontos estratégicos do mapa. Como de costume, a cooperação entre os membros da equipe é determinante para o sucesso do grupo.

Por fim, em Capture the Babe — a mais controversa modalidade do jogo — você encontra um tipo de Capture the Flag; modo no qual o objetivo é capturar um item especial do adversário e levá-lo de volta até a sua base. Todavia, em Duke Nukem Forever as coisas não são tão simples assim, e o “objeto” em questão é uma bela garota em trajes colegiais. Além disso, fiel ao seu padrão misógino, Duke ainda pode dar “tapinhas” na beldade para deixá-la mais “calma” durante o trajeto.

“Este é o meu rifle e esta é a minha arma...”.

Apesar dos músculos avantajados, o Duke sempre preferiu resolver as coisas na base do “chumbo grosso”. No multiplayer de Duke Nukem Forever, as coisas não são diferentes e, portanto, você conta com um vasto e criativo arsenal que vai de simples pistolas até fuzis de plasma.

A lista é extensa e traz alguns itens curiosos e velhos favoritos dos fãs. Entre os destaques temos dois raios, o congelador e o encolhedor. O raio congelante paralisa momentaneamente o seu alvo, permitindo que você o acerte com outra arma ou o esmigalhe com um soco, no melhor estilo Sub-Zero.

O raio encolhedor (o Shrinker) rende alguns efeitos mais cômicos. A arma é capaz de reduzir o tamanho da vítima, transformando-a em um miniDuke — um alvo fácil para os outros brutamontes de cabelo descolorido, exatamente como no primeiro Duke Nukem.

Img_normalO arsenal traz outras pérolas típicas do universo de Duke, como metralhadoras gigantescas, um jetpack e até mesmo um gerador holográfico, o Holoduke — capaz de projetar um holograma de Duke para despistar seus inimigos. Entretanto, vale lembrar que você só pode carregar duas ao mesmo tempo, além das granadas, o que não restringe em nada a dinâmica de jogo.

Duke Nukem Forever também contará com um sistema de conquistas próprio. A cada partida, você soma pontos de experiência que são utilizados para evoluir o seu Duke e desbloquear novos conteúdos. Ao atingir uma determinada quantidade de pontos, você desbloqueará uma área especial, o apartamento do Duke — que pode ser decorado com itens encontrados ao longo da campanha single player.  

"Sua cara, sua b#n0@, qual a diferença?" 

O multiplayer de Duke Nukem Forever deve apresentar a mesma qualidade gráfica visível na campanha single player. Ao todo são dez mapas diferentes, que apresentam designs simples, porém consistentes. Na verdade, o desenho dos estágios segue a linha clássica de títulos como Quake e Unreal Tournament.

Além disso, as texturas e as modelagens podem até não chamar muita atenção, mas não decepcionam em nenhum momento. Resumindo, o multiplayer de Duke Nukem Forever não é nada inovador, mas deve agradar em cheio aos fãs do gênero, especialmente aos mais saudosistas.

Img_normalO grande trunfo do jogo é o de trazer de volta para os video games um grande ícone do passado. Mesmo que o jogo não alcance as maiores notas e não se torne o game do ano, Duke Nukem Forever tem tudo para ser um título muito divertido e fiel ao material original.

Duke Nukem Forever está agendado para o dia 14 de junho com cópias para PC, Xbox 360 e PlayStation 3.